março 13, 2007
março 07, 2007
Você já foi à Tijuca, nêga? Não?! Então vá!
Amiguinhos, por acaso já comentei com vocês sobre as maravilhas da Tijuca?????? =D
Pois bem... Em breve novidades do retorno! Ainda estamos sem telefone por um probleminha que tivemos com a TELEMERDA, sabem?... =/ Mas, se tudo correr bem, brevemente estataremos com a Internet novamente se escancarando para nós!
Abração!
=)
Postado por Leandro às 17:47 |
março 01, 2007
lustríssimo e Excelentíssimo Senhor
Eu, Rei de Portugal e dos Algarves daquém e dalém mar em África, Senhor de Guiné e da conquista, navegação e comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e da Índia etc, vos envio muito saudar, como aquele que Estimo.
É com muito pesar que Acompanho a tristeza e o sofrimento de Vossa Excelência, D. Leandro, Cavaleiro Cristão, meu fiel Súdito e Vassalo, nestes 10 meses de lealdade e de bem servir ao Estado em terras incultas e incautas deste Regnum Berbero. Assim, após as serenas ponderações necessárias à tranquilidade do Estado e o bem de meus vassalos deste Regnum, Minha Conquista como Príncipe Cristão, hei por bem Ordenar-vos que faça saber desta Resolução em Meu Real Nome a quem necessário for:
Deus guarde a Vossa Excelência. Portugal, Palácio de Queluz, em 01 de Março de 2007.
REI
Postado por Leandro às 15:22 |
fevereiro 27, 2007
Carlota Joaquina: Princesa do Brazil
É Marieta Severo quem dá vida, com uma brilhante atuação (como de costume, diga-se de passagem), a uma enérgica Carlota, sem atributos físicos, mas com bastante personalidade e temperamento bem forte. É imprescindível comentar a humanização daquela que era tida como A Megera de Queluz pela atuação de Marieta, principalmente no que diz respeito a seus amores. Neste quesito, a -- então -- pequena atriz Ludmila Dayer apresentou um show de sensibilidade ao conseguir passar para o público os anseios e necessidades de uma pequena princesa, ao mesmo tempo já demonstrando seu forte temperamento.O filme apresenta alguns problemas que podem levar o público à confusão: a menção à Carlota como rainha quando ela ainda era princesa, por exemplo, não permite que nos localizemos precisamente no tempo histórico. Além disso, a confusão em relação à situação política do Brasil (colônia ou Reino Unido a Portugal e Algarves) e o uso inadequado de pronomes de tratamento, com a -- tradicional -- confusão entre Alteza e Majestade também podem causar certa confusão.
Vale a pena dar uma olhada. Cabe notar que, como todos os outros filmes, novelas, minisséries etc., não é possível levar o apresentado como uma exposição fiel de uma pretensa verdade histórica, nem mesmo como a exposição de apenas uma interpretação a respeito daquele tema. Geralmente os produtores, roteiristas e diretores dessas produções não são historiadores e acabam pegando elementos das mais diversas interpretações, de maneira a deixar suas histórias interessantes para o público, o que, não necessariamente, desqualifica a produção. Para quem gosta de filmes no estilo biográfico é uma boa pedida!
Até mais!!!
=)
Postado por Leandro às 10:48 |
fevereiro 24, 2007
Foto-post de carnaval
Olá, amiguinhos!!! Como vocês devem ter visto pelo blog do Ricardo, não passamos o carnaval no Rio. Trocamos a folia dos alegres blocos de Ipanema pela tranquilidade e beleza de um condomínio em uma reserva ecológica em Mangaratiba, cidade do estado do Rio, casa de uns tios do Ricardo.
O lugar é maravilhoso, lindíssimo!!! Fauna e flora riquíssimas!!!! E, por ser reserva ecológica, toda essa beleza é preservada. Como tiramos nada menos do que 330 fotos, acredito que a melhor maneira de expressar tanta maravilha seja através das próprias imagens.
Vamos lá! =D
Casarão. A princípio pensei que fosse alguma referência ao
"Casarão" da Malhação (a quantidade de adolescentes é
enorme...), mas logo me dei conta de que aquela construção
estava ali desde bem antes da novelinha entrar no ar. Como
desde a primeira vista percebi uma notória e exacerbada
semelhança com a senzala, ainda hoje existente, na Ilha da
Marambaia, percebi que aquela construção, visivelmente
centenária, se parecia com algo "histórico". Uma casa grande
não poderia ser. Este tipo de material bruto não era utilizado
na construção de casas grandes. Logo resolvi apostar em uma
senzala mesmo. Logo depois descobri que, na verdade, o
prédio não fora nem casa grande nem senzala. Tratava-se de
um galpão em que ficavam os escravos africanos recém-
chegados e lá mesmo eram revendidos.
Flagra de uma linda bromélia a repolsar em uma árvore em
frente ao Casarão. É lugar-comum falarem que eu tiro
muitas fotos de plantas e bichos. Não discordo, não. Gosto
de fotografar tudo que me apraz.
Como esta flor foi a mais bela que fotografei nesta viagem,
acho que ela merece um destaque próprio, sem ser "pano
de frente" de construção alguma...
Entrada de trás do Casarão. Atualmente ele é um grande
galpão destinado ao lazer do condomínio. Ao lado dele,
encontramos algumas ruínas da contrução original. Mas,
por falta de espaço, não rola colocar tudo por aqui.
"A peleleca..." Principal atração da fauna terrestre local.
Mas, por incrível que pareça, apesar de pequeninas e
mimosas, -- quase -- todos parecem temê-las. Cheguei a
tentar pegar uma na mão pra foto, mas elas são muito
rápidas e fujonas... "Vem, peleleca..."
Lindas e exibidas: adoram fazer pose para fotos!
Quantas vezes você pode sair de casa e encontrar uma
joaninha passeando pela sua toalha enquanto ela seca no
varal???
Lindíssima cachoeira local. Ao contrário de TODAS as outras
em que fui até hoje, a água não era fria.
Píer do condomínio.
Vista do píer.
Uma das praias do condomínio. Logo depois do paredão de
pedras fica a praia que frequentamos.

Praia que visitamos -- e brincamos e nadamos e tomamos
banho e tudo mais -- diariamente durante o carnaval. Tá
vendo aquele guarda-sol azul e amarelo? É nosso!!!!!!!!! As
bóias embaixo dele também. A verde é minha e a amarela,
do Ricardo.
Nestas águas mora a minha estrela-do-mar, Estela. Fiquei um
pouco triste e chateado de não poder tê-la trazido comigo.
Mas, como docemente disse alguém muito sábio e amado, ela
não deixou de ser minha estrela-do-mar. Apenas ficou por lá.
Seria realmente egoísmo de minha parte querer trazer aquela
beleza só pra mim, à custa de sua vida. Como disseram os
poetas: A beleza que não é só minha...
Vista do quarto de visitas da casa em que ficamos.
Postado por Leandro às 10:41 |
janeiro 25, 2007
"Cristo Redentor, braços abertos sobre o Guanabara"

E não é que ele apareceu? 25 de janeiro. Quinta-feira. Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
O mais belo Sol de janeiro chegou no dia em que Tom Jobim, o pai da Bossa Nova, completaria 80 anos. Há como pensar Rio de Janeiro sem Bossa Nova, sem Garota de Ipanema ou sem as Águas de Março que fecham o verão? E há como pensar em beleza sem Bossa Nova? Não creio. Mais do que um simples gênero musical, Bossa Nova é um estado de espírito. É uma leveza lírica e poética. E a vida sem lirismo e poesia é para os bárbaros.
Pena que data tão linda e festejada não tenha sido no dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, Padroeiro do Rio de Janeiro, ou no dia 1º de Março, aniversário da Cidade Maravilhosa. Chega a ser quase um sacrilégio que o grande Jobim faça aniversário no mesmo dia em que São Paulo. E como já bem disse Cesar Maia, Prefeito do Rio: "Que me perdoem as feias, mas beleza é fundamental."
Aniversário de Tom Jobim. Festa nossa!
Parabéns, Rio!
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
(Samba do avião - Antônio Carlos Jobim)
Postado por Leandro às 15:01 |
janeiro 22, 2007
Isso é bossa nova, isso é muito natural...

Foto por mim mesmo
Uma semana repleta de
Bossa Nova para todos nós!
DESAFINADO
Tom Jobim
Se você disser que eu desafino, meu amor
Saiba que isso em mim provoca imensa dor
Só privilegiados têm ouvido igual ao seu
Eu possuo apenas o que Deus me deu
Se você insiste em classificar
Meu comportamento de antimusical
Eu mesmo mentindo devo argumentar
Que isso é bossa nova
Isso é muito natural
O que você não sabe nem sequer pressente
É que os desafinados também têm um coração
Fotografei você na minha Rolleyflex
Revelou-se a sua enorme ingratidão
Só não poderá falar assim do meu amor
Este é o maior que você pode encontrar, viu
Você com a sua música esqueceu o principal
Que no peito dos desafinados
No fundo do peito bate calado
Que no peito dos desafinados
Também bate um coração
Postado por Leandro às 11:06 |
janeiro 07, 2007
Amado amigo Jorge,
depois de um maravilhoso mês, e já com muita saudade, é que lhe aviso que já está de retorno para a cidade do Salvador da Bahia a sua mais bela filha, Flor, digo... dona Flor, "como compete a uma senhora casada". Passamos uma deliciosa temporada aqui no Rio. Comigo, dona Flor conheceu muitíssimos lugares e juntos, diariamente, tomamos o trem, por vezes cheio e difícil de se acomodar, mas ela, em soberba graça, de nada reclamou, contando-me de sua deliciosa história, regada a dendê e mistérios.
E não só ela me acompanhou por estas terras fluminenses. Doutor Teodoro Madureira, tão culto e cioso de erudição, adorou esta cidade, ressentindo-se apenas de nossa grande desorganização de metrópole global ("Um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar"); Já Vadinho... ah, seu Jorge, este deu trabalho! Dona Flor segredou-me não ser a primeira vinda de Vadinho ao Rio. Viera há algum tempo, antes daquele fatídico e triste domingo de carnaval. Estivera aqui com seu amigo e compadre Mirandão, pelo que dizem, boníssima pessoa.
Pois bem, como outrora, Vadinho só quis saber de esbórnia. Em suas esperas pelo porreta, Dona Flor me contou de seus dramas, desde moça solteira, na Ladeira do Alvo, quando Vadinho ainda sustentava ser alto dignitário da política baiana... Vadinho mais maluco! Contou-me também de suas tristezas, depois de casada, a esperar pelo marido até o amanhecer, às vezes, por dias!, até que ele chegasse de suas farras nos cassinos e castelos da Bahia. Contou-me de sua solitária noite de núpcias, deixada que fora pelo marido. Este, rumo ao jogo... E os castelos? Ah, os castelos... Doeu-me o coração o medo de Flor... opa! Perdão, de dona Flor... doeu-me o coração o medo de dona Flor em perder o marido para uma casteleira qualquer. Mas para ele -- e ele mesmo me disse! --, mulher a amar, só dona Flor ("É tudo xixica pra passar o tempo. Fixa só tu, minha flor de manjericão!").
Contou-me de seu luto, de seu sofrimento, daquele domingo de carnaval que a levou a fechado luto.
Mas dona Flor contou também de suas alegrias. Das surpresas de Vadinho, de suas serenatas de amor, de suas qualidades de amante, de seus ais de amor... ("Ai, Vadinho mais tirano, Vadinho mais maluco..."). Quase não coubemos todos na mesma cama! Vadinho só queria saber de vadiar mais sua Flor. Noites movimentadas, seu Jorge! Noites movimentadas com Vadinho em luta constante contra a pudicícia de dona Flor ("Onde já se viu vadiar de camisola? Por que tu te esconde? A vadiação é coisa santa, foi inventada por Deus no paraíso, tu não sabe?"). Um porreta esse Vadinho! Enquanto isso, doutor Teodoro dormia o sono dos justos, de homem honesto e trabalhador. O oposto de Vadinho, jogador e vagabundo, um adorável vagabundo! E que lábia! Quase me leva os trocados da carteira!
Do segundo casamento?! Como poderia ela não contar? Da estabilidade, do afeto constante e presente de doutor Teodoro com seu anel de grau no dedo, de sua estabilidade financeira, de sua animada e sofisticada vida social pelas mais altas rodas da Bahia. Contou-me do fagote de doutor Teodoro e ele mesmo demonstrou para mim suas habilidades de músico amador. Toca como um anjo! Quis conversar comigo sobre assuntos da Farmacologia, pediu-me opiniões, mas não entendo do assunto. Cá entre nós, amigo Jorge, não é dos mais interessantes, não?
E da mesma forma que me contou das delícias e amarguras do primeiro casamento, comentou comigo sobre a excessiva monotonia do segundo matrimônio. Muito metódico doutor Teorodo Madureira. Vida marcada por calendário, a cumprir o papel de esposo apenas duas vezes por semana, às quartas e aos sábados. Amor discreto na cama . Senti certa decepção quando me contou das convicções ideológicas de Doutor Teodoro: "Para a descaração, para o desembestado gozo, o prazer do corpo, existiam as putas e para isso cobram. Com elas sim, em lhes pagando, pode-se soltar os freios da luxúria sem lhes causar ofensa ou pena (...) Com a esposa nunca, para ela a discrição, o amor puro, belo e digno (e um tanto insoso): a esposa é a mãe de nossos filhos". Se não mais sentia a insegurança e os medos de outrora, faltava-lhe ainda alguma coisa... Contou-me da volta de Vadinho ao completar um ano do segundo matrimônio, ao seu leito de ferro ("Onde já viu finado em leito de ferro a vadiar, de novo sendo? Onde?").
E fiquei então confuso: não sabia se deveria apresentá-la aos amigos como Florípedes Madureira ou como Florípedes dos Guimarães... Na dúvida, optei apenas pelo belo e singelo "dona Flor", a mais bela flor da Bahia, a mais bela filha do grande e amado Jorge, baiano arretado!
Já quase de partida para Salvador, ela me contou do feitiço para que Vadinho fosse embora, feito a seu pedido pela comadre Dionísia de Oxossi, pelos candomblés da Bahia. Que despautério esse medo de manchar a honra de mulher casada e decente, de ser assunto das comadres fofoqueiras, de enfeitar a testa do doutor, não acha? Como dona Dinorá, Dona Rozilda e as comadres fofoqueiras e malevolentes poderiam saber se Vadinho era só dela, se por ela voltara de onde não se volta? Contou-me da luta entre os orixás. Exu sozinho a defender Vadinho contra o panteão africano. E me relatou em detalhes Vadinho, "território de combate na guerra dos santos, despojo dos orixás, egun sem cemitério", a retornar para o seu leito de vadiação. Falou-me de seu amor, de seu desejo a trazê-lo de volta, rompendo a força do feitiço, sobrepondo-se à vontade dos orixás. Precisava ver, amigo Jorge, a expressão de seu rosto, misto de moça pura e de mulher madura para os prazeres do corpo, ao contar sobre quando se deu conta de que Vadinho completava sua felicidade: doutor Teodoro, o amor-terno, o carinho, a segurança, as manhãs ensolaradas de domingo; Vadinho... Ah, Vadinho era o desejo, o amor-amante a levá-la ao delírio e a mergulhá-la em ais de amor, era a noite ardente, a desordem, a vadiação sem hora certa ou local apropriado... Dona flor, feliz com seus maridos. Completa.
Bem, amigo Jorge, vou me despedindo por aqui. Peça que Flor (ah, seu Jorge, já somos amigos para tais intimidades!) que me escreva para contar das novidades de seus casamentos, de seus amores. Mande o senhor lembranças ao porreta do Vadinho! A qualquer hora dessas, vamos à Bahia para apreciar os quitutes de Flor e acompanhar um ensaio da Orquestra dos Filhos de Orfeu. Doutor Teodoro já disse que faz questão de que assistamos a um de seus ensaios com o fagote.
Um grande abraço,
Leandro.
"- Vejam como se vai rebolando. A cara séria, mas as ancas -- olhem aquilo! -- soltas, até parece que alguém está bulindo nelas... Um felizardo esse doutor...
Do braço dado do marido felizardo, sorri mansa dona Flor: ah!, essa mania de Vadinho ir pela rua a lhe tocar os peitos e os quadris, esvoaçando em torno dela como se fosse brisa da manhã. Da manhã lavada de domingo, onde passeia dona Flor, feliz da sua vida, satisfeita com seus dois amores..."
Postado por Leandro às 16:47 |
janeiro 02, 2007
Seja bem-vindo, 2007! Se acomode por aí que você já é de casa!

E as insistentes chuvas de dezembro levaram 2006, mesmo que sob seu protesto, insistente e inescrupuloso, não deixando -- e não querendo -- que o áureo 2007 chegasse.
Mas ele chegou! E chegou belo, festejado e ansiosamente esperado. No meu caso, pensando bem, devo confessar, não sei ao certo se minha efusiva comemoração à meia-noite deveu-se à chegada de 2007 ou à ida do outro. 2007 foi, entretanto, devidamente festejado! E em alto estilo: Copacabana como cenário, no mais belo -- digo sem receio!-- réveillon das Américas, sob as bençãos de Iemanjá.
Com palmas oferecidas a Iemanjá em agradecimento e renovações de pedidos, e regado a muita sidra, o réveillon teve direito até mesmo a um súbito e discreto flagra, com esses olhos que a terra um dia há de comer, ao -- há então poucos minutos -- ex-primeiro-cidadão (pra não falar, ex-governador-extra-oficial...) Antonhy Garotinho, acompanhado de uma tremenda loiraça, em uma rapidíssima -- e, por que não?, quase clandestina -- saída de um prédio na Joaquim Nabuco, entre Copacabana e Ipanema. Onde será que estava a -- também há pouquíssimos minutos ex-governadora -- Rosinha Garotinho??? Aonde o ex-primeiro-cidadão ia com tanta pressa, como que temeroso dos olhares públicos? Enfim... quem sou eu, humilde cidadão, para me meter na vida conjugal do casal Garotinho, não?
Entre fofocas políticas, garrafas de sidra, palmas pra Iemanjá e coloridíssimos fogos, 2007 chegou, belo, uma flor de formosura!
Que este seja um ano maravilhoso pra todos vocês, amiguinhos! Para todos nós!
E será!
=)
Postado por Leandro às 13:33 |
dezembro 27, 2006
Sobre torrenciais chuvas de dezembro e devaneios de fins de ano

Não sei o que acontece com este mês de dezembro.
Muitos atribuiriam a grandessíssima quantidade de chuvas, maior do que em outros dezembros, ao natural calor destas paragens dos Trópicos; outros, talvez, mais alarmados -- não sem razão -- falariam da poluição e desequilíbrio da temperatura global.
Carregadas nuvens cinzentas têm constantemente, quase diariamente, escondido o Sol, mas sem que ele perca a sua graça e a sua viva alegria. Por entre elas, carregadas nuvens cinzentas, o céu azul cortado por pipas de todas as cores. Mas ainda assim, muitas chuvas, chuvas além das tradicionais e torrenciais águas de dezembro.
Eu, cá com meus pensamentos e devaneios, não fico nem com a hipótese de natural estação das chuvas nem com super-aquecimento global. Prefiro apostar que seja o nefando ano de 2006 sendo levado embora à força. É isso. 2006 sendo arrastado por torrenciais chuvas de dezembro -- em dose extra! -- e limpando o ambiente para um belo, alegre e novíssimo ano que está para nascer.
É isso. Que venha 2007! Carredas nuvens cinzentas preparam o alvorecer de um novo, belíssimo, festivo e festejado ano. É isso! Que venha 2007!
=P
Postado por Leandro às 19:37 |
dezembro 20, 2006
Querido Papai Noel,
sei que demorei um pouco a escrever a minha cartinha de Natal. Faltam apenas cinco dias, mas acho que, com toda a velocidade das comunicações do século XXI, ainda há tempo de o senhor recebê-la.
Não fui um menino dos piores durante o ano. Fui estudioso, cumpri com meus deveres e me esforcei ao máximo que pude para conter meu temperamento ácido e, às vezes, tomado por arrogância. Mas Deus -- bem como também o senhor, acredito -- sabe dos meus reais pensamentos e sentimentos e sabe que, se não consigo ser um exemplo de compreensão e paciência, não sou das piores pessoas.
O meu pedido? Apenas um. O senhor bem sabe qual é. Sei que não é dos menores, mas não lhe tomará espaço no trenó. Imagino que ele já deve estar cheio com outros pedidos prudentemente enviados com antecedência. Muitos, certamente, até mais nobres e merecedores que o meu.
Mas, ainda assim, aqui está a minha cartinha. Se mesmo assim não puder me ajudar, eu entenderei; e vou tomar como presente de Natal ter ao meu lado minha saudável e alegre família e, por mais um ano (dos inuméraveis futuros anos), alguém que me ama e a quem eu amo irremediavelmente, além de saúde e disposição para continuar(mos) perseverando.
Obrigado e um Feliz Natal,
Leandro!
Postado por Leandro às 17:21 |
dezembro 05, 2006

enhor,
passados sete meses completos -- e mais doze dias -- de minha permanência neste longínquo e atrasado Regnun Berbero, volto a escrever à Vossa Majestade, que Deus guarde, para pedi-lo mais uma vez a graça de retornar a nossa amada Cristande Ocidental, onde o Sol da sabedoria e das luzes das ciências nunca se põe.
Nestes setes meses tenho a certeza de ter exercido com minhas maiores forças a tarefa de fazer propagar as ditas luzes de nossa amada e exuberante Cristandade, mesmo que o alcance de meus esforços não tenha logrado vastos resultados.
Apesar disso, senhor, mais uma, como vosso fiel súdito e vassalo coloco-me aos vossos pés a peço à vossa real benignidade, como Fidelíssimo príncipe cristão que sois, permita-me o regresso ao vosso reino cristão juntamente com o nobilíssimo Cavaleiro Cosmopolita.
Esta Província Mikaela, como todas as províncias deste Regnun, vive na maior das barbáries; e já não possuo forças, senhor, para aqui continuar. Aqui não há poesia, Majestade. Aqui não há bossa nova. Nem água para nosso consumo.
É com muito pesar, apesar de exaltar a todo o tempo o bem servir do Estado, que sinto este ano esvair e o próximo chegar sem que previsões de retorno à Corte. Não tenho mais forças. Não sei o quanto mais aguentarei nestas terras incultas e incautas, senhor. Aqui não há bossa nova, senhor. Aqui o Sol não nasce.
Que Deus guarde Vossa Majestade, por graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves d'aquém e d'alem mar em África, Senhor de Guiné e da conquista, navegação e comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e da Índia etc.
Postado por Leandro às 21:58 |
novembro 20, 2006
20 de Novembro, Dia Nacional da Consciência Negra

KIZOMBA, A FESTA DA RAÇA*
Valeu, Zumbi
O grito forte dos Palmares
Que correu terras, céus e mares
Influenciando a abolição
Zumbi, valeu
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jongo e Maracatu
Vem, menininha, pra dançar o Cachambu
Vem, menininha, pra dançar o Cachambu
Ô ô ô ô, Nêga Mina
Anastácia não se deixou escravizar
Ô ô ô ô, Clementina
O Pagode é o partido popular
O Sacerdote ergue a taça
Convocando toda a massa
Nesse evento que congraça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção
Essa Kizomba é nossa Constituição
Essa Kizomba é nossa Constituição
(...)
* Samba-enredo que garantiu à Unidos de Vila Isabel o título de campeã do carnaval carioca em 1988.
Manifestação popular no Rio no Dia da Consciência Negra
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL (1988)
Art. 5º TODOS são iguais perante a lei, sem distinção de QUALQUER natureza, garantindo-se (...) a inviolabilidade do DIREITO à vida, à liberdade, à IGUALDADE...
Postado por Leandro às 20:23 |
novembro 08, 2006
novembro 06, 2006
"E um barquinho a deslizar no macio azul do mar..."

Corcovado com o Sumaré ao fundo a partir do Pão de Açúcar. Foto por mim mesmo.
Hoje acordei com saudades do Rio. Acho que por causa do horário de verão. Saudade de uma bossa nova que não é mais pra mim.
Dia de luz
Festa de sol
E um barquinho a deslizar
No macio azul do mar
Tudo é verão e o amor se faz
Num barquinho pelo mar
Que desliza sem parar
Sem intenção, nossa canção
Vai saindo desse mar e o sol
Beija o barco e luz
Dias tão azuis
Volta do mar desmaia o sol
E o barquinho a deslizar
É a vontade de cantar
Céu tão azul ilhas do sul
E o barquinho, coração
Deslizando na canção
Tudo isso é paz, tudo isso traz
Uma calma de verão e então
O barquinho vai
A tardinha cai
O barquinho vai..
O barquinho (Roberto Menescal/Ronaldo Bôscoli)
Postado por Leandro às 12:18 |
outubro 31, 2006
Eu vi Debret!
Para aqueles que não conhecem Santa Teresa, trata-se de um bairro carioca que não fica ao nível do mar. É todo formado por ladeiras, curvas, altos e baixos. Lá de cima, temos uma visão panorâmica maravilhosa da região central do Rio e da Zona Sul, partindo do relógio da Central do Brasil, passando pelo Passeio Público e pelos Arcos da Lapa, até chegar ao Pão-de-Açúcar.
Destaque especialíssimo vai para o Parque da Ruínas, a caminho do Museu Chácara do Céu, onde estão as obras de Debret. Seu nome é conseqüência das ruínas de um antigo casarão marcado por grandes bailes e encontros culturais promovidos por sua antiga proprietária no início do século XX. A mistura das ruínas com a intervenção contemporânea de arquitetos é coisa de louco. Acho que a imagem ao lado -- fotografia minha -- dá uma mostra desse patrimônio tão escondido do Rio de Janeiro. Vale a pena conferir, apreciar a vista deslumbrante e tirar belíssimas fotos!Chegamos, então, ao Chácara do Céu. Para ser muito sincero, não me prendi muito às exposições temporárias ou a outras exposições permanentes que estivessem por lá, exceto pela exposição permanente sobre cultura brasileira. Meu objetivo, digo sem pudores, era ver Debret. É diferente ver a obra original pessoalmente. Sempre li sobre suas pinceladas rápidas, mas nunca pude reparar isso nas imagens dos livros. Ali, cara-a-cara, dava pra perceber suas pinceladas precisamente imprecisas. Pude até mesmo comparar o trabalho de Debret com de Rugendas, também artista europeu do século XIX, que deixou vários registros sobre o Brasil e a sociedade do fim do período colonial. Sim lá, também tem Rugendas. Até então eu possuía uma dificuldade imensa em diferenciá-los. Mas a
maneira de pintar é totalmente diferente. Rugendas não tem esse toque de velocidade em sua obra. Seus traços são mais definidos. Ao lado, estou deixando uma obra dele, que, como Debret, também é figurinha certa nos livros didáticos.Sim, eu sei que este post não deve estar dos mais agradáveis para aqueles que não gostam de pintura, história ou coisas do gênero. Mas eu precisava e queria falar sobre isso. Foi maravilhoso! O passeio valeu a pena demais, demais! Vi também Portinari e obras de outros tantos artistas. No fundo, no fundo, me dá um certo... Sei lá, algo como uma interrogação. É que eu não consigo entender muito bem como essas imagens tão maravilhosas, que, pra mim, dizem tanto -- TANTO! -- não tocam ou simplesmente não dizem nada a maior parte das outras pessoas. Viagem minha!
=)
Postado por Leandro às 21:44 |
outubro 30, 2006
LULA LÁ ! ! !






Sim, eu tenho uma pá de motivos para ter votado nele. E votei. Tenho também dúvidas e ressalvas. Mas dei o meu voto de confiança a ele. Hoje, porém, deixo só as imagens.
O Brasil está livre de PSDB por mais quatro anos!
Postado por Leandro às 09:48 |
outubro 23, 2006
Vamos ver Debret?
Debret pintou também momentos marcantes do íncio do século XIX brasileiro, como, por exemplo, a aclamação de D. João VI, a consagração de D. Pedro I e a aclamação de D. Pedro II; além de prédios da capital do Brasil, como o Paço de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, aqui no Rio de Janeiro.
Desde a última quinta-feira, está aberta, no no Museu Chácara do Céu (RJ), exposição com esboços de Jean Baptiste Debret, exibindo um belo lançamento de aquarelas e desenhos inéditos no Brasil. Trata-se do produto de uma obra recentemente lançada, "Caderno de Viagem", que é uma edição fac-similar, na íntegra, de um caderno de 66 páginas que se encontra depositado na Biblioteca Nacional da França. A maior parte das figuras são esboços feitos nas ruas do Rio de Janeiro por volta de 1820, e antecipam as imagens de "Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil", publicado por Debret depois de seu regresso à França.E aí, vamos ver Debret?
Postado por Leandro às 13:57 |
















